quarta-feira, 6 de maio de 2009

Mente Perigosa

Não admito a mim mesmo
Que imaginei no teu quarto
As mais diabólicas fantasias
E que as pratiquei
Com alguém tão diferente
De tua carne ordinária
Mas o que não admito
É deitar num lençol perfumado
No lugar de tua cama mofenta
Eu não acredito
Que deixei teu corpo imóvel
A dormir embriagado
Não te cobri com minha pele
Mas com o incêndio de uma paixão
Isso me fez quebrar e rasgar
Recordações antigas e preciosas
Como a roupa que usei no teu velório.

5 comentários:

felipe ! disse...

isso eu tenho medo,

praticar minhas fantasias com alguma outra carne, não aquela que eu tinha imaginado. eu não aceitaria isso...

BarelyEly disse...

vc diz isso pq ainda é um bebê.

Eloiane disse...

"Enterrar sempre alguma coisa q amamos, é como se matassemos algo dentro de nós!!!

BarelyEly disse...

e eu matei... ainda bem.

Aninha disse...

Nooooossa!!!!

(foi isso que pensei qnd li seu poema)


*-* AMEI