terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Fugindo...

Camillo não sabe se fugir é um ato de coragem ou covardia.
O que ele quer é buscar respostas sem precisar isolar-se do mundo e daquilo que ele mais ama e teme: o humano.
Ele foge.
A caminhada é solitária, pois as pessoas que ele encontra são ingênuas demais, românticas demais e não gostam de enfrentar o sadismo da vida.
Ele não se importa. Ama os ingênuos e os românticos, mas permanece só.
Até que um dia, numa praia muito longe de sua casa, avista um casal: ela com um sorriso lindo, ele desconfiado.
Aproxima-se.
Ela se chama Ly, simplesmente.
Ele se chama Ely e veste uma camiseta rosa.
Camillo sorri para Ely.
Ely tem um sorriso tão lindo quanto o de Ly.
Os três serão inseparáveis...
Mas espere! Ely está fugindo. A camisa rosa aos poucos desaparece...
Camillo entende Ely.
Há sempre alguém fugindo...

Um comentário:

L... disse...

Meu lindo fugitivo...não sei se queria ser o Millo ou o Ely...
Acho que Lua terá seu destino cruzado com os dois...me aguarde!